A Fiat Strada fechou o ano de 2023 como o carro mais vendido do Brasil, isso logicamente considerando os comerciais leves, categoria na qual a picape se encaixa. Não há dúvida que o volume de vendas da picapinha ganhou o reforço com a chegada da Strada Turbo lançada no começo do segundo semestre do ano passado. Com isso avaliamos a versão com apelo esportivo, a Strada Ultra Turbo 200.
Tivemos um bom contato com a configuração de apelo mais urbano e esportivo da picape que, apesar de compartilhar a dianteira e motor turbo com a Strada Ranch, traz detalhes próprios de acabamento e proposta. Como é padrão por aqui, vamos apontar a partir de agora quais são os pontos em que a nova Fiat Strada Ultra Turbo se destaca e em quais ela pode melhorar. Confira abaixo.
Fiat Strada Ultra Turbo 200 2024 – Pontos positivos
1. Motor 1.0 turbo
Não tem como não listar o motor 1.0 turbo como o protagonista para a Fiat Strada Ultra Turbo, afinal, o propulsor herdado do Pulse e Fastback mudou a picape da água para o vinho. Com potência de até 130 cv a 5.750 rpm e até 20,4 kgfm de torque a 1.750 rpm, a nova Strada turbo tem desempenho de sobra e muito acima do 1.3 Firefly aspirado que, vale dizer, ainda é um bom motor.
São 1.251 kg de peso em ordem de marcha para a picapinha se movimentar, algo que faz com muita agilidade desde as baixas rotações. É interessante que não falta força em qualquer faixa de rotação, com a Strada turbo embalando como se não houve amanhã enquanto o pedal da direita é empurrado. O mais divertido é o som do espirro do turbo pela válvula de alívio quando se tira o pé do acelerador, uma característica que pode agradar os mais entusiastas. É divertida, imagina esse motor numa nova Strada Sporting? Não custa sonhar.
2. Aceleração
Quando lançou a Strada turbo, a Fiat fez questão de destacar a aceleração de 0 a 100 km/h, agora cumprida em 9,5 segundos. Para muitos, tal tempo pode ser banal, mas a questão é que a compacta picape proporciona uma sensação de velocidade interessante, seja porque o motorista fica numa posição mais alta ou porque a Strada de segunda geração tem em sua origem uma plataforma mais simples.
Vale lembrar que há três anos nós apontamos as origens mais “humildes” do projeto da Strada, que aproveita a estrutura do Mobi - e consequentemente do projeto 327 do Uno II, isso da ponta do balanço dianteiro até a coluna B. Apesar disso, a chamada plataforma MPP da Strada dá conta do recado, tanto no quesito dirigibilidade quanto em relação à sua capacidade de carga, que está mais do que provada no mercado. Além da aceleração, as retomadas ao volante da picape também garantem segurança em ultrapassagens, com o 1.0 turbo sobrado e o câmbio CVT fazendo uma boa parceria.
3. Economia
Os motores downsizing trouxeram o melhor dos dois mundos: potência e torque num motor pequeno atrelado a economia de combustível. Isso não é diferente com a Fiat Strada Ultra Turbo, que em nossas médias rodando por vários dias na cidade manteve a boa média de 11 km/litro, pouco abaixo do declarado pela etiquetagem do Inmetro, no qual a picape com motor 1.0 turbo faz 12,1 km/litro na cidade e 13,2 km/litro na estrada com gasolina. É importante lembrar que em trechos de trânsito mais fluído e em vias de pressas essa média na cidade até passa dos 12 km/l.
4. Visual
O facelift da nova Strada Ultra Turbo 200 deixou a picape com maior apelo e um estilo razoavelmente mais esportivo e robusto, já que a grade e para-choque mudaram para um desenho mais vertical. Isso deixou a picape compacta com um porte maior visualmente, mesmo praticamente não mudando suas dimensões.
A sacada foi deixar a parte central do para-choque mais destacada, bem como o aplicar cores e acabamentos diferentes nessa configuração. Aliás, o detalhe em vermelho e o tom de cinza mais escurecido são exclusivos da Strada Ultra. A expectativa é que a Fiat utilize essa dianteira daqui a algum tempo no restante da gama da picape, mas obviamente a montadora se esquivou quando questionada se isso era previsto.
5. Suspensão
Toda a gama da Fiat Strada Turbo 200 ganhou novos ajustes no conjunto de suspensão e amortecedores, algo que de acordo com a marca aumentou sua rigidez torcional. Desde nosso primeiro contato em seu lançamento no ano passado deu para notar que a variante 1.0 turbo se sobressaiu em relação à 1.3 Firefly em mudanças rápidas de direção, bem como em curvas, situação na qual sua carroceria oscilou menos.
O acerto entre conforto e robustez também merece elogios, já que a Fiat Strada consegue passar por buracos e valetas com tranquilidade. A carroceria chacoalha pouco mesmo para uma picape compacta e quem está na cabine não cansa tanto. É inegável que nesse quesito a Strada reina entre as picapes compactas.
6. Reboque
Havíamos mencionado tal característica no lançamento da Strada Turbo, mas vale de novo: apesar de compacta, a picape com motor turbo também leva vantagem em relação a rival Chevrolet Montana, já que tem capacidade de reboque. Ou seja, é possível puxar uma moto aquática ou mesmo uma carretinha com bagageiro extra sem ter problemas com a lei, tal qual as configurações 1.3 aspiradas. A capacidade máxima, neste caso, é de até 400 kg.
Fiat Strada Ultra Turbo 200 2024 – Pontos negativos
1. Espaço interno
A gente sabe que a Fiat Strada é uma picape compacta, mas o espaço interno dela fica devendo bastante e, caso você pretenda utilizar a segunda fileira de bancos com frequência, é melhor repensar. Isso porque o espaço traseiro é muito limitado para as pernas, principalmente se o motorista for mais alto – o que por consequência deixará o banco mais para trás. Aí esquece, não há praticamente espaço algum disponível.
Embora a Strada seja superior a rival VW Saveiro nesse quesito, seu banco traseiro continua sendo indicado apenas para uso na cidade ou talvez em viagens curtas, com o passageiro não sendo uma pessoa de maior estatura, caso contrário, passará aperto. O assento com pouca inclinação também não ajuda, algo que é comum nas caminhonetes.
2. Estribo lateral
Sem dúvidas o estribo lateral dá um ar mais robusto para a Strada Ultra Turbo, mas sua finalidade acaba sendo meramente estética. Embora tenha uma distância em relação ao solo até razoável, o estribo lateral que acompanha a picapinha acaba mais atrapalhando no momento de descer do carro, já que você precisa alongar mais a perna para alcança o chão, situação em que alguns casos você encosta a parte de trás da calça. Imagine se acontece isso se você ter dirigido por um pavimento com lama...
3. Sem piloto automático
Chega até ser feio, mas a Fiat Strada Ultra Turbo não tem piloto automático. Sim, você terá uma caminhonete turbo, mas terá que manter o pé o tempo todo no acelerador. O equipamento estava até previsto no lado direito do volante, que é compartilhado com o Pulse e Fastback (que trazem o recurso), mas a marca não fez questão de instalar e deixou um vazio esquisito na direção. Pode-se notar que ali iriam os botões, mas o proprietário terá apenas um plástico preto tampando.
4. Volante sem ajuste de profundidade
Estamos em 2024 e ainda temos veículos sem ajuste de profundidade do volante. A Strada Ultra Turbo 2024 é um desses carros e conta apenas com a regulagem de altura da direção, com isso motoristas de maior estatura terão dificuldade em encontrar uma boa posição para dirigir. Sabemos que uma alteração nisso acabaria encarecendo o projeto, mas isso também joga luz sobre a origem mais simples do projeto da Strada, que compartilha muito das suas peças com carros menores, como o Mobi.
5. Chave
Uma chave presencial e botão de partida seriam bem-vindos numa picape que custa mais de R$ 135.000, mas a Fiat Strada ainda conta com a chave clássica para você colocar na ignição, ao menos é canivete. Esse é outro ponto que revela suas origens mais humildes.
Fiat Strada Ultra Turbo 200 2024 – ficha técnica
Fiat Strada Ultra Turbo 200 2024 - Itens de série
Fiat Strada Ultra Turbo 200 2024, vale a pena?
Diferente das impressões iniciais durante um lançamento, a avaliação por dias seguidos com um carro acaba revelando mais detalhes, já que cumprimos as tarefas que seriam comuns a um proprietário.
No caso da Fiat Strada Ultra Turbo 200 podemos dizer que sim, ela vale a pena para quem procura uma picape mais potente e que não vai te deixar na mão na hora de fazer uma viagem mais longa, proporcionando mais segurança em retomadas e ultrapassagens.
A questão é que a picapinha peca em detalhes importantes, como a falta de itens de série triviais como o piloto automático para manter a velocidade de cruzeiro sem ter que ficar modulando o pedal do acelerador. O espaço na cabine também é algo que a categoria de compactas também não aprimorou, com as rivais intermediárias sendo mais justas nesse quesito. Por outro lado, as compactas são ótimas companheiras pela agilidade na cidade e facilidade na hora de achar uma vaga para estacionar.
Tudo vai depender do seu uso, mas uma coisa é certa: as vendas da Strada continuarão absurdas e as versões turbo vieram para somar e buscar um público que até então não olhava para a Strada. Daqui para frente, certamente, a Strada vai percorrer caminhos que irão além da labuta.
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